sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lugar de carro não é na calçada

O domingo começou cedo pra mim por um motivo muito especial: Tinha que comprar o presente para o Dia das Mães. Afinal de contas, sou brasileiro, não desisto nunca, e sempre deixo as coisas pra última hora. Não tinha como não me atrasar. Na pressa de chegar na casa de minha doce e amada mãezinha, cometi um pequeno e imperceptível delito, que nunca dei a menor importância. Estacionei o carro em cima da calçada e ele foi rebocado sem dó nem piedade.
Foto: O Globo
Nós somos ótimos para reclamar dos outros, mas damos uma de João Sem Braço na hora de cumprir a Lei. Reclamamos que a cidade está imunda, mas jogamos lixo nas ruas como se fosse a latrina de casa. Todo mundo chia quando a rua alaga, mas ninguém para pra pensar que os bueiros também entopem por culpa dos porcalhões. Estacionar em cima da calçada não afoga ninguém, mas atrapalha a vida de muita gente. Quando fiz isso, não pensei nas mães com carrinhos de bebês, idosos, portadores de deficiência física, enfim, qualquer pedestre que é obrigado a arriscar a própria vida dividindo o espaço da rua com carros, caminhões e motos. Fora que um veículo de passeio, que pesa em média 1.200 quilos, destrói qualquer calçada que não é projetada para receber tanto peso.
Depois de refletir sobre meus maus hábitos, comecei a pensar na via-crucis para recuperar meu carro. Qual foi minha surpresa quando vi que era mais fácil do que imaginava? Vi pela internet que não tinha multa em meu nome no Detran, então fui até o depósito onde meu carro foi levado e pedi o guia de recolhimento do veículo. Depois de pagar o DARM, Documento de Arrecadação Municipal, em uma agência bancária, fui retirar o veículo. Mais simples do que eu pensava, o que me ajudou a pensar na gravidade do meu ato, coisa que eu nunca tinha dado muita bola.
E eu que achava ruim ficar sem meu veículo, vi como pode ser pior atrapalhar a vida dos outros. Por essas e outras é que te digo: Lugar de carro não é na calçada.  

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